Comissão de Finanças da AL fará audiência pública sobre inadimplência no Fundoleite

09 jun Comissão de Finanças da AL fará audiência pública sobre inadimplência no Fundoleite

A Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, presidida pelo deputado estadual Ronaldo Santini (PTB/RS), encaminhará requerimento, na próxima quinta-feira (16), para instaurar uma audiência pública sobre a inadimplência no Fundoleite, que hoje é de R$ 1,9 milhão e recai, principalmente sobre três laticínios que atuam no Estado.

Segundo Santini, a intenção é colocar na mesa de negociações as empresas, o Instituto Gaúcho do Leite (IGL) e a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi). “Queremos ver a melhor forma de sair desse problema sem prejudicar esse Instituto, que foi criado com o objetivo de melhorar a cadeia”, diz Santini. “Eu tenho conversado com alguns líderes e empresários que se dizem preocupados com a questão, que parece muito mais política do que de reconhecimento da legitimidade do IGL. Isso não pode, de maneira nenhuma, se sobrepor ao Instituto”, acrescentou o deputado.

O presidente da Comissão de Finanças da AL deu o conhecimento do ofício encaminhado pelo IGL aos membros da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa. “Todos saíram cientes do que está acontecendo. Queremos ouvir todas as partes envolvidas nesse processo e avaliar se está sendo cumprida a legislação criada nesta casa que possibilitou o surgimento do Prodeleite, Fundoleite e IGL. Na próxima quinta-feira faremos a aprovação do relatório de audiência pública”, observa Santini.

Para o diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck, a audiência pública é importante porque vai ser possível explicar o projeto de desenvolvimento e de organização do setor leiteiro gaúcho criado através do Prodeleite, Fundoleite e IGL. “Difundir o que se pretende e a importância disto. Por outro lado tornar públicos os motivos, às vezes pessoais, que estão levando um pequeno número de opositores a este trabalho, tão importante, a ponto de não recolher um tributo previsto em lei e que os demais estão recolhendo. O ideal seria se engajarem neste grande trabalho coletivo, tão importante econômica e socialmente para o Rio Grande”, declara.

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