Deputados e entidades se reunirão com Kátia Abreu para pedir restrição de leite do Mercosul

12 ago Deputados e entidades se reunirão com Kátia Abreu para pedir restrição de leite do Mercosul

Reunião Mapa

Nesta quarta-feira (12) pela manhã, o presidente do IGL, Gilberto Antonio Piccinini, e o diretor executivo, Ardemio Heineck, estiveram reunidos com equipe do Mapa para falar sobre abertura de mercado ao leite em pó do RS

A pedido do deputado Alceu Moreira (PMDB/RS), deputados da subcomissão de Política Agrícola da Câmara dos Deputados e um grupo de representantes da cadeia láctea nacional debaterão com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, o problema das importações de leite em pó do Mercosul, principalmente do Uruguai. O encontro, que vai ocorrer às 16h do dia 12 de agosto no Ministério da Agricultura, em Brasília, contará com dirigentes do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Viva Lácteos, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag) e Sindicato da Indústria dos Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), representados, respectivamente, por seu presidente Carlos Joel da Silva e o vice Guilherme Portella. As entidades estão preocupadas com o aumento de importação de lácteos do Uruguai, que neste primeiro semestre foi 199% maior que a média de igual período de 2011 a 2014.

O encontro com a ministra é uma prévia da audiência pública requerida pela Comissão de Agricultura da Câmara Federal, que vai acontecer no dia 27 de agosto, em Brasília. O IGL, que estará representado por seu presidente, Gilberto Antonio Piccinini, e seu diretor executivo, Ardemio Heineck, apresentará à ministra o manifesto assinado por 14 entidades nacionais durante o Congresso Internacional do Leite. O documento é considerado histórico, pois coloca, pela primeira vez do mesmo lado da trincheira, todos os elos da cadeia.

As reivindicações envolvem abrir imediatamente negociações para restringir a importação de lácteos oriundos do Mercosul por, no mínimo, dois anos; agilizar a habilitação de plantas industriais de laticínios para exportação a grandes mercados compradores, como o da Rússia; e que sejam realizadas compras governamentais de leite em pó continuadamente.

Alceu Moreira explica que o acordo de cotas precisa ser realizado pela iniciativa privada, mas mediado pelo governo federal. Na avaliação do deputado, a cadeia do leite ainda carece de representatividade política em relação à indústria da linha branca, que se beneficia, por meio de exportações aos países vizinhos, do acordo de livre comércio em troca de importação de commodities. “É preciso criar um Instituto Brasileiro do Leite”, avalia Moreira, que está bastante otimista em relação aos resultados.

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