Embrapa e IGL planejam criar plano estadual de transferência de tecnologia

08 maio Embrapa e IGL planejam criar plano estadual de transferência de tecnologia

Reunião Embrapa 8 de maioO diretor executivo de Transferência de Tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Waldyr Stumpf Junior, esteve em Porto Alegre nesta quarta-feira (6) em reunião com o diretor-executivo do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), Ardêmio Heineck, para estabelecer as bases de um plano estadual de difusão e transferência das tecnologias da Embrapa. O público-alvo engloba desde laticínios e cooperativas a produtores, principalmente pequenos, que estão na base da pirâmide e serão os mais positivamente impactados com aportes de conhecimento. O piloto deverá ser entregue em dois meses pela Embrapa e vai abarcar as áreas de nutrição, qualidade do leite, gestão e reprodução. Além disso, agregação de valor. A ideia é também ampliar e qualificar a variedade de derivados lácteos no Estado. Atualmente, a indústria brasileira produz entre 50 a 60 derivados lácteos, enquanto que, em países europeus, como a França, o número pode chegar a 300 derivados. De acordo com Stumpf, o plano não incluirá a defesa sanitária, que é atribuição de governo.

Conforme Stumpf, ao invés de projetos pontuais e desconectados, o que prevê a parceria do IGL com a Embrapa e outras entidades terá perfil estruturante. Ou seja, vai envolver todas as regiões de produção no Estado e elos da cadeia. “Faremos intercâmbio de tecnologia, respeitando as características de cada região”, afirma o diretor-executivo de Transferência de Tecnologia da Embrapa.

Na avaliação do diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck, a reunião foi histórica, pois o projeto de transferência tecnológica vai ao encontro dos principais objetivos do Instituto e sua difusão será bastante facilitada com a capilaridade das suas 35 entidades associadas.

Na avaliação do chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Clenio Nailto Pillon, atualmente são gerados dados de produção, qualidade e gestão que não estão sendo utilizados a contento no Estado. “Existe muita informação, mas de nada adianta se ela não for utilizada de forma estratégica e territorializada.” Segundo ele, há demanda urgente para capacitar técnicos aptos fazer uso estratégico dos dados.

Heineck estima que o valor que o projeto demandará dependerá da sua amplitude, a ser definida pela própria cadeia leiteira.  Contudo, a captação pode ser feita junto a órgãos federais, com apoio da Embrapa, dada a importância econômica e social da atividade. Ele salientou na reunião que, por ser público, o Fundoleite se presta para o IGL poder captar recursos governamentais. Stumpf também se colocou à disposição para mediar articulações com o objetivo de captar recursos para projetos que beneficiem a cadeia leiteira.  Quando o projeto-piloto estiver concluído, será feita nova reunião entre representantes do IGL, representação de entidades do setor e Embrapa, desta vez em Pelotas.

 

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