Entidades discutem estratégias de proteção dos lácteos ao PL 214

24 ago Entidades discutem estratégias de proteção dos lácteos ao PL 214

Apil

O presidente da Apil, Wlademir Pedro Dall’Bosco, apresentou estudo do impacto tributário gerado pelo PL do governo estadual

Representantes da cadeia de lácteos do Estado se reuniram nessa sexta-feira (21), na Famurs, em Porto Alegre, para articular e organizar movimento em conjunto com o intuito de analisar a proposta do Governo do Estado de alterações no ICMS. O objetivo foi conhecer as estratégias adotadas pelas entidades e articular medidas de proteção ao setor, de importância econômica e social no contexto estadual.

No encontro, organizado pelo Instituto Gaúcho do Leite (IGL), representantes da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs-Sescoop), Associação Gaúcha de Laticinistas (AGL), Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), e da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Rio Grande do Sul (Unicafes/RS) avaliaram o impacto do Projeto de Lei nº 214/2015, do Executivo estadual. O projeto foi encaminhado pelo governador José Ivo Sartori à Assembleia Legislativa em regime de urgência e expira em 8 de setembro, quando deverá ser votado para não trancar a pauta da AL. O PL limita os benefícios fiscais até o patamar de 70% dos créditos presumidos a apropriar para os exercícios de 2016, 2017 e 2018.

Foram apresentados e debatidos estudos da Apil e do Sindilat, entidades que aprofundaram a análise sobre o impacto que o PL 214/2015 trará para os seus associados. Ambas as entidades também já vêm realizando reuniões com parlamentares gaúchos. Na semana passada, representantes da Apil estiveram com o relator do PL na Comissão de Constituição e Justiça e líder do Governo na AL, deputado Alexandre Postal. No dia 19, dirigentes do Sindilat promoveram encontro com a frente parlamentar, também na AL. No mesmo dia, parte da diretoria do IGL teve audiência com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Edson Brum.

Darlan

Sindilat, representado por seu diretor executivo, Darlan Palharini, formulou proposta alternativa que preserva a competitividade da cadeia

O grupo também iniciou a discussão dos planos de articulação setoriais que serão feitos para preservar a competitividade da cadeia produtiva do leite. A ideia é, a partir dos estudos do Sindilat/RS e da Apil, formatar e entregar documentos que apresentem o impacto das alterações tributárias na área, proposições do setor junto ao governo gaúcho e sugestão de opções levando em conta a situação financeira estadual, mas, também, a relevância da cadeia leiteira, atualmente inserida em 94% dos municípios e que representou, em 2013, 9,3% do PIB estadual.

A reunião contou com as presenças do diretor do IGL, Ardêmio Heineck, do segundo vice-presidente do IGL, Leonardo Dornelles de Dorneles, do presidente da AGL, Ernesto Krug, do presidente da Apil, Wlademir Pedro Dall’Bosco, integrantes da Apil, Clóvis Marcelo Roesler e Alexandre Rota, representantes da Famurs, Mario Ribas do Nascimento, Ismael Horbach e Jaime E. Martini, do secretário executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, do diretor da Unicafes/RS, Gervásio Plucinski, e do analista técnico da Ocergs, Guilherme Schaedler de Almeida.

 

 

 

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