IGL decide questões estratégicas da cadeia do leite no RS

19 nov IGL decide questões estratégicas da cadeia do leite no RS

Ernani e Gilberto

Secretário da Agricultura, Ernani Polo, e o presidente do IGL, Gilberto Piccinini, debatem sobre a cadeia produtiva do leite

Em reunião nesta semana, a diretoria do Instituto Gaúcho do Leite (IGL) tratou de assuntos vitais para o futuro da atividade leiteira no Estado. Foi apresentado trabalho realizado pelo IGL em parceria com a Organização das Cooperativas no Brasil (OCB), mostrando a retomada preocupante do crescimento da importação de leite em pó do Uruguai. O assunto já fora tratado em reunião especial de lideranças nacionais do setor no Congresso Internacional do Leite, acontecido em Porto Alegre em julho. Levado a Ministra Kátia Abreu, comprometeu-se em gestionar a manutenção das compras uruguaias nos níveis médios dos últimos quatro anos, o que não se confirmou. Convertido em leite fluido, o total de leite em pó importado de janeiro a outubro de 2015 corresponde a dois dias de produção leiteira no Estado, tornando ainda mais aguda a crise que se instala, principalmente para os produtores, nesta época do ano, que é de safra. Ainda nesta semana, representantes do IGL estiveram com o deputado federal Alceu Moreira, presidente da Subcomissão Permanente da Política Agrícola da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, que orientou a questão fosse levada de forma urgente ao presidente da Câmara Nacional Setorial do Leite do Mapa, Rodrigo Alvim.

Na discussão do Plano de Atuação do Instituto para o ano que vem, a diretoria incluiu o apoio prioritário do IGL, junto ao Serviço oficial e ao Fundesa, para a concretização de plano de saneamento do gado leiteiro gaúcho quanto à tuberculose e brucelose. Paralelamente, com recursos do Fundoleite, será feito o aporte de R$ 450 mil em amplo programa de capacitação dos três elos da cadeia (produtor, transporte e indústria), com foco na qualificação.  Isto porque o saneamento e a qualificação oficial, principalmente das propriedades produtoras de leite, nos parâmetros da IN 62 do Mapa, são fundamentais para o alargamento do mercado consumidor de derivados lácteos.

Terceiro ponto importante foi a decisão de realizar, dias 8 e 9 de março de 2016, em Porto Alegre, amplo seminário com representações de todos os segmentos da cadeia produtiva do leite. No evento, o levantamento socioeconômico, realizado em 2015 pelo IGL e a Emater, com apoio de Famurs, Fetag e Fetraf, será avaliado a fundo. A partir daí, será elaborado planejamento estratégico que vai nortear políticas públicas e privadas. “O objetivo será resolver os gargalos apontados. Os dados levantados são muito ricos e reveladores. Temos que sugerir a formulação de políticas públicas para atingir a cadeia leiteira moderna que buscamos, com ganhos e satisfação para todos”, pondera o diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck, .

O secretário Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Ernani Polo, compareceu à reunião, manifestando seu apoio às ações que levem ao desenvolvimento do leite e derivados no Rio Grande do Sul. Fez também breve relato das ações da secretaria neste sentido. Polo também explicou de como será a regulamentação do PL do Leite, que foi apresentado pelo Executivo em regime de urgência na semana passada na Assembleia Legislativa. Para ele “o Estado poderá ampliar a sua produção e suas vendas com programas que priorizem a melhora da nutrição animal e a sanidade”. A Seapi ocupa a vice-secretaria na diretoria do IGL. Gilberto Piccinini, presidente do IGL e também produtor de leite, avaliou a reunião como das mais produtivas, por encaminhar ações estruturantes para o futuro do setor. Para ele, “o IGL, paralelamente à preocupação com problemas presentes, precisa cumprir sua função legal e institucional de coordenar estrategicamente a organização e o desenvolvimento da cadeia leiteira gaúcha, articular, indicar caminhos”. “As ações e a sua efetivação, deixamos para as entidades do segmento que sabem fazê-lo muito bem”, acrescenta Piccinini.

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