IGL e Fundesa avançam para constituir banco de dados do segmento do leite no RS

11 jun IGL e Fundesa avançam para constituir banco de dados do segmento do leite no RS

Reunião Fundesa1

O Instituto Gaúcho do Leite e o Fundo Estadual de Defesa Animal (Fundesa) deram um importante passo, nesta quarta-feira (10), para avançar na construção da criação de um banco de dados do setor lácteo. O presidente do IGL, Gilberto Piccinini, e o diretor executivo, Ardêmio Heineck, estiveram na sede do Fundesa, em Porto Alegre, para tratar também de questões sanitárias, mais precisamente sobre o avanço do Programa de Controle e Erradicação da Tuberculose e Brucelose Bovídea do RS (Procetube).

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, se prontificou a convidar, na próxima semana, as três entidades representativas do segmento leiteiro – além do IGL, Sindilat e Apil – para buscar pontos de convergência em relação ao projeto de criação do banco de dados. O presidente do fundo quer saber quais tipos de informações cada entidade tem interesse. O banco será constituído em três níveis: no de governo, que envolve dados de defesa animal; no de empresas, com informações que dizem respeito à gestão das propriedades, tais como a rota de coleta e transporte de leite, por exemplo; e, um terceiro, no nível de produtor, que terão como informações a geolocalização das propriedades, número de vacas total e por propriedades, produtividade, dados da qualidade da matéria-prima, entre outros. O Fundesa também quer saber se há entendimento da cadeia de bancar a atualização dos dados. “Precisamos definir também qual será o nível de informação por entidade”, informa Kerber. “Será preciso ter a autorização das empresas e cooperativas para disponibilizar os seus dados.”

O projeto não partiria do zero. Há o Geoleite que, coordenado pela Universidade Federal de Santa Maria e patrocinado pelo Fundesa, foi atualizado até 2010, com 40 mil produtores. Piccinini informa que o Geoleite está defasado em relação à Instrução Normativa 62 e por isso precisa de renovação.

Outro tema debatido foi o da retomada do Procetube. Piccinini e Heineck levaram a Kerber a informação de que as cinco cooperativas associadas ao IGL, mais Apil e laticínios têm interesse em avançar no saneamento por propriedades individuais, além de área geográfica municipal previsto no Procetube. “As cooperativas associadas ao IGL são responsáveis por 50% do processamento de leite no RS e querem saber se o Fundesa poderá dar a contrapartida no caso de haver indenizações pelos casos positivos da doenças”, diz Heineck.

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