IGL lançou em fórum na Expointer as bases para o futuro da cadeia produtiva do leite

03 set IGL lançou em fórum na Expointer as bases para o futuro da cadeia produtiva do leite

IMG_8443Com uma produção anual de leite de 4,8 bilhões de litros, correspondentes a 12,57 milhões de litros/dia, o que o coloca na segunda posição nacional, o Rio Grande do Sul superou a questão do volume. No entanto, ainda precisa evoluir em temas como qualidade e sanidade, que formam os pilares fundamentais para a conquista de novos mercados. Existe ainda o problema social: 45,3% dos produtores entregam até 100 litros/dia a indústrias e queijarias, o que mostra uma vulnerabilidade nos momentos de safra ou de crise de imagem da cadeia. Nesse sentido, o Instituto Gaúcho do Leite, como representante de 35 entidades do segmento leiteiro, realizou na Expointer, no dia 2 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, o fórum de discussão Desafios da Cadeia do Leite no Rio Grande do Sul. Debatedores qualificados, incluindo o presidente do IGL, Gilberto Piccinini, falaram  sobre os gargalos e fizeram sugestões de como preparar o segmento para o futuro. O cerne do debate, transmitido ao vivo pelo Canal Rural para todo o país, foram os números do Levantamento Socioeconômico da Cadeia Setorial do Leite que, realizado pelo IGL em parceria com a Emater/RS, é o mais completo estudo realizado no país sobre a cadeia leiteira.

IMG_8451Se na última Fenasul foram apresentadas as tabelas do levantamento, na Expointer foram lançados os dados comentados em forma de livro, de conteúdo com abrangência estadual e tiragem de 5 mil exemplares, patrocinado pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa. O relatório é inédito e traz informações sobre diversos ângulos da cadeia leiteira gaúcha, que podem ser cruzadas entre si. Na avaliação de Piccinini, isso vai permitir que se construam políticas setoriais – de iniciativa do IGL ou de outras entidades – ou políticas públicas, principalmente municipais e estaduais. “Temos nas mãos um banco de dados valioso que, por certo, nos ajudará a trabalhar com precisão nas ações necessárias à evolução desta importante cadeia produtiva que, em 2013, contribuiu com 9,3% do PIB gaúcho”, completa o diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck. São essas políticas setoriais que tomarão espaço no debate.

De acordo com o estudo, o Rio Grande do Sul tem 198,8 mil produtores e a atividade leiteira impacta na economia de 94% dos municípios gaúchos, num total de 467 cidades. Conforme Heineck, dados que mostram o potencial da atividade na alavancagem da economia, com relevantes resultados sociais.

 

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