IGL promove a interiorização de sua câmara técnica

20 jan IGL promove a interiorização de sua câmara técnica

Trabalho da Câmara Técnica do IGL será levado para o interior

Com quase 200 mil famílias atuando na produção de leite no Rio Grande do Sul, das quais 84.312 mil entregando para a indústria, a cadeia de produção é pulverizada, assim como os seus sistemas e realidades. Atualmente, do ponto de vista científico, características e demandas de cada região não estão sistematizadas e amplamente conhecidas no Estado que é o segundo produtor nacional de leite. Por essa razão, o Instituto Gaúcho do Leite (IGL) inicia um processo de interiorização de sua câmara técnica ainda no primeiro semestre de 2016. O objetivo é estabelecer de seis a oito câmaras técnicas regionais formadas por produtores, indústrias, representantes da Emater, universidades, representações de municípios, entre outros, visando uma interlocução mais direta com as realidades regionais do setor e para que abasteçam o IGL com projetos e demandas, apontando possíveis políticas setoriais.

Ao mesmo tempo, o Instituto quer que os seus projetos e políticas cheguem em diferentes regiões produtivas da maneira mais eficiente e democrática possível. Segundo o diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck, esses grupos também podem ser termômetros para detectar possíveis crises setoriais microrregionais, nas quais se pretende atuar preventivamente. “A Câmara Técnica estadual do IGL funciona muito bem. As câmaras técnicas regionais do IGL podem agilizar a circulação de informação estratégica entre os elos da cadeia de produção no Estado. Podem ainda disseminar casos de sucesso da cadeia leiteira.”

Outro desdobramento desse trabalho, que contará com a Emater, será mapear os sistemas de produção no Rio Grande do Sul. De acordo com o assistente Técnico Regional da Emater, Jaime Ries, que coordenou o Levantamento Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite, desenvolvido em parceria com o IGL e lançado em maio de 2015, a produção ocorre de maneira diferente e, por isso, as necessidades e problemas são particulares. Enquanto na Serra e Vale do Taquari os sistemas são mais intensivos, com a presença de confinamentos e semiconfinamentos, rebanhos mais numerosos e maior investimento em silagem e concentrado, na Região da Campanha, por exemplo, os tambos adotam sistemas extensivos, em que predominam a produção a pasto. Mas, segundo Ries, é preciso saber em detalhe essas nuances, pois daí vão derivar políticas mais aprimoradas.

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