IGL sugere licenciamento não automático de importação aos lácteos do Uruguai

15 set IGL sugere licenciamento não automático de importação aos lácteos do Uruguai

Reunião IGLA diretoria do Instituto Gaúcho do Leite (IGL) decidiu nesta terça-feira (15/09), em reunião na sede da entidade, em Porto Alegre, requerer audiência com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para tratar do imbróglio das importações de lácteos do Uruguai. Os associados estão bastante preocupados, pois os empresários do país vizinho não aceitam negociar uma cota de exportação ao Brasil e o período da safra do leite, que começa em meados de novembro, está chegando. A estimativa é que o Uruguai terá excedente de 22 mil toneladas de leite em pó em 2015, que potencialmente serão absorvidos pelo Brasil. Empresas que têm operação em ambos os países seriam as grandes responsáveis pela internalização do produto.

O potencial de dano do país vizinho ao setor lácteo está no custo com que o leite em pó produzido no Uruguai chega ao Brasil. Enquanto que no mercado doméstico o quilo do leite em pó é transacionado a R$ 11,50, o produto uruguaio chega ao país por R$ 7,00 o quilo. “Nos últimos 17 anos, todas as crises enfrentadas pela cadeia de lácteos do Rio Grande do Sul foram precipitadas pela entrada dos produtos do Uruguai”, diz o diretor do IGL, Ernesto Krug.

Krug sugeriu colocar como reivindicação à ministra Kátia Abreu o licenciamento não automático de importação aos lácteos do Uruguai, expediente pelo qual o governo limita a internalização de produtos através de guias de importação. Já o presidente da Unicafes-RS, Gervásio Plucinski, sugeriu que o IGL inclua na sua estratégia de alternativas de mercado os programas de compras governamentais da União. “A partir de janeiro de 2016, todos os órgãos públicos serão obrigados a comprar 30% de produtos oriundos da agricultura familiar.”

A intenção, conforme o diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck, é prevenir a crise que afetou a cadeia na última safra. No último verão, segundo a Fetag e Fetraf, entidades associadas ao IGL, 2.500 famílias saíram da atividade no Rio Grande do Sul e 4 mil deixaram de receber a conta leite graças à debilitação da indústria de laticínios. “Não podemos nos descuidar. Por isto, de agora em diante, com nossa capilaridade e diversidade de entidades associadas, saberemos adotar as estratégias certas e as ações necessárias para resguardar a cadeia leiteira gaúcha”, conclui o presidente do IGL, Gilberto Piccinini.

 

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