Plano sanitário para o leite gaúcho é apresentado em reunião da Câmara Técnica do IGL

08 dez Plano sanitário para o leite gaúcho é apresentado em reunião da Câmara Técnica do IGL

Câmara Técnica do IGL siteMembros da Câmara Técnica do Instituto Gaúcho do Leite (IGL) avaliaram em reunião nesta terça-feira (8) na sede da Famurs, em Porto Alegre, um plano de erradicação de brucelose e tuberculose para o rebanho bovino leiteiro gaúcho a partir de 2016. A proposta foi apresentada pelo presidente do Conselho Técnico da Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando), o médico veterinário Vitor Hugo Martinez Pereira. Em essência, a Gadolando propõe o saneamento gradativo de propriedades com matriz leiteira no Estado, sendo que, ao final de sete anos, a manutenção será obrigatória, com a realização anual de um teste de brucelose e tuberculose no rebanho leiteiro. O projeto, que será apresentado e detalhado pelo IGL ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) e Fundesa, teve aceitação unânime na reunião. “É vital para o crescimento de todos os elos da cadeia leite gaúcha que os produtores atendam esse requisito sanitário”, diz o diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck.

O argumento do veterinário do conselho técnico da Gadolando é de que planos voluntários trazem resultados insatisfatórios. “Apenas uma pequena população bovina é atingida, poucas propriedades são certificadas e os resultados epidemiológicos não são bons”, pondera Pereira. É o caso do PNCEBT, que até hoje não trouxe resultados concretos na melhoria da sanidade da cadeia produtiva leiteira.

Conforme dados apresentados pelo conselheiro da Gadolando, foram feitos um total de 112.243 testes de tuberculose no Estado, para um rebanho de 1,5 milhão de vacas em lactação e total de 3 milhões de cabeças (tendo em vista que 50% das vacas ficam vazias). Destes, 1.134 foram reagentes (1,01%) e 621 inconclusivos (0,56%).

Atualmente, o quadro no campo é de realização de poucos testes, que trazem, com isso, baixo número de resultados positivos e indenizações de volume reduzido. “Ou seja, há dinheiro em caixa do Fundesa para o ressarcimento dos produtores que suportariam um plano mais arrojado”, assegura Pereira. Outro ponto positivo é que o PNCEBT prevê a capacitação de médicos veterinários para realizar testes de tuberculose e brucelose. De acordo com o Mapa, o Rio Grande do Sul possui algo como 600 profissionais certificados.

Na avaliação do diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck, é uma vantagem para o Rio Grande do Sul ter um fundo indenizatório como o Fundesa e um serviço oficial com  experiência no assunto. “Para 2016, o plano é estabelecer um grande projeto estadual envolvendo entidades representativas da cadeia produtiva do leite e governo”, avalia o executivo do IGL. Na próxima sexta-feira (10), Heineck deve se reunir com a equipe técnica da Seapi para dar início às conversações acerca do plano.

O conselho técnico também aprovou quatro de cinco projetos apresentados pela Seapi, que serão apreciados pela diretoria do IGL em reunião que vai ocorrer em 18 de dezembro. O coordenador da Câmara Setorial do Leite da Seapi, Danilo Cavalcante Gomes, propôs a criação de um programa de estruturação e qualificação do Sisbi Lácteo, com orçamento anual de R$ 43 mil; o Leite na Escola (R$ 31,5 mil), que consiste na divulgação de lácteos nas escolas do Estado; o Resgate e regulamentação do queijo colonial (R$ 44,8 mil); e a produção de um livro reportagem ilustrado que vai mostrar a realidade da produção no interior.

 

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