Produção em família: um depoimento sobre a dedicação ao leite

12 abr Produção em família: um depoimento sobre a dedicação ao leite

familia_produtor“Família unida, cresce unida”. É assim que o produtor rural de São Pedro da Serra, Darcy Schäffer, avalia um dos benefícios de ser produtor rural familiar. Mantendo em sua propriedade aproximadamente 30 vacas para ordenha e produzindo entre 650 a 700 litros de leite por dia, o produtor conta com o apoio da esposa Jacinta Schäffer, da filha Deise Schäffer e do genro Sidnei de Oliveira, para tocar a sua propriedade e colaborar para levar aos consumidores a sua produção de leite.

Com uma rotina que começa bem cedo, o produtor explica como é a divisão de tarefas dentro de casa. “Cada um da família tem uma tarefa. Eu fico responsável por tratar e cuidar das vacas, enquanto meu genro é responsável pelas ovelhas. Já minha esposa e filha são responsáveis pela ordenha. Só depois que é realizado esse trabalho é que tomamos café e vamos para a roça plantar milho, fazer pastagem, esses trabalhos no campo”, explica Schäffer.

A qualidade do produto é uma preocupação constante para o produtor. “A empresa da cooperativa recolhe a cada dois dias, portanto é necessário estarmos com uma estrutura necessária para manter a qualidade e proporcionar que o leite fique o menor tempo da ordenha para o resfriador, mantendo as suas propriedades e resultando em um leite de qualidade, compensando no valor de retorno.” comenta.

Para o produtor, o processo de produção de leite, um alimento muito consumido, é motivo de orgulho, responsabilidade e claro, sustento de todos. “A gente tem orgulho de produzir para alimentar os outros e produzir com qualidade, cuidando de todos os aspectos para entregar um produto bom. Quanto maior a qualidade, maior o retorno para a gente. Ver que o nosso produto, feito com muito cuidado e trabalho, chega lá em Porto Alegre e o consumidor poder falar – esse leite é bom – isso nos enche de orgulho”, declara.

Além disso, Schäffer avalia uma das maiores vantagens de ser um produtor familiar. “A gente tem como trabalhar juto com a família e aí não temos mais o problema do filho decidir ir pra cidade, pois estará do teu lado. Eu trabalho há 40, 50 anos nessa linha e a tendência é que o meu genro e minha filha continuem, pois já conversamos com eles, que vão seguir o nosso trabalho, produzindo leite por 15, 20, 30 anos” comenta.

Para o Instituto Gaúcho do Leite (IGL), o papel do produtor familiar rural é essencial, inclusive pelo número significativo de 200 mil famílias famílias envolvidas com o leite no Rio Grande do Sul, como declara o diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck. “O produtor é peça importante, pois ali na propriedade que começa todo o ciclo do leite que chega na mesa do consumidor. É necessário dar todas as condições para que esse profissional não saia do campo. Nossa preocupação primeira é o produtor, para que tenha condições de se qualificar, aumentar a produção, tenha satisfação e renda”, explica.

O IGL promove a interlocução, qualificação, troca de experiências e busca soluções para estes produtores e o segmento em parceria com as entidades, que agem de forma capilar em todas regiões do RS. Desta forma, mobilizando e fortalecendo este elo, o leite e os derivados chegam à mesa do consumidor com qualidade.

Crédito da foto: Virgínia Silveira

No Comments

Sorry, the comment form is closed at this time.