Veterinários e RTs concluem primeiro curso de BPF no Estado

18 maio Veterinários e RTs concluem primeiro curso de BPF no Estado

Treinamento BPF

Ardemio, Wanderlei, Mariana e Alessandra realizaram encerramento da formação de RTs e fiscais do SIM

Veterinários concluem primeiro curso de BPF no Estado

Foi concluído nesta quarta-feira (18) o primeiro treinamento de Boas Práticas de Fabricação (BPF) para 28 responsáveis técnicos de pequenas queijarias e fiscais do Sistema de Inspeção Municipal de mais de 20 municípios do interior do Rio Grande do Sul. A formação de 16 horas foi custeada pelo Instituto Gaúcho do Leite (IGL) com recursos do Fundoleite. Na avaliação do diretor executivo do IGL, Ardêmio Heineck, que participou do encerramento do curso na sede da Famurs, em Porto Alegre, esse tipo de conhecimento é extremamente importante para aportar ganho de qualidade aos produtos lácteos dos pequenos laticínios gaúchos. “Nós sabemos produzir, temos volume, mas precisamos aperfeiçoar a criação de mercados e agregar valor. Além disso, precisamos promover a capilaridade na qualidade da produção”, salientou ele. Por contarem apenas com SIM, muitas dessas empresas artesanais ficam limitadas a comercializar queijos, leite, iogurte, entre outros, apenas nos seus municípios de origem. Isso tem reflexo direto para o elo mais frágil da cadeia. “Seis por cento dos produtores têm milho no paiol, mas 45% estão em vias de sair do sistema.”

O treinamento de BPA tem como base a metodologia do PAS Leite, que por sua baseia-se nas regras da Portaria 368 e da Instrução Normativa 62 (IN 62), e no Estado é aplicado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul (Senai-RS). Segundo uma das duas instrutoras, a engenheira de alimentos Mariana Lenzi Nodari, os profissionais, a maioria médicos veterinários, chegaram com muitas dúvidas em relação à fiscalização. Na avaliação da profissional, eles voltam com muito mais segurança para as suas bases. “Muitas prefeituras não possuem legislação específica”, constata Mariana que, ao lado de Alessandra de Cesaro, também engenheira de alimentos, colocou-se inteiramente à disposição dos RTs e fiscais.

Já o gerente de Operações do Instituto Senais de Tecnologia em alimentos e Bebidas, Wanderlei Zamberlam, reconheceu que a parceria com o IGL está rendendo frutos na formação dos técnicos gaúchos envolvidos com a produção leiteira e de derivados. “A indústria está em declínio desde 2015, mas a atividade agrícola tem mantido o crescimento”, sustenta Zamberlam. A médica veterinária de Barão do Cotegipe, Silvana Mara Trierveiler Paiva, que é fiscal do SIM e RT de pequenas agroindústrias, diz que o Executivo do município objetiva adequação ao Susaf. “Nós temos duas agroindústrias de embutidos, duas de laticínios, uma de mel e uma de ovos e os proprietários não conseguem vender fora da cidade, que tem apenas 6,3 mil habitantes. Queremos comercializar para Erechim, que possui 100 mil habitantes.”

Enquanto isso, Glorinha já possui uma condição de comercialização melhor. “Já temos um laticínio com Sisbi implantado há dois anos. “A indústria parece estar assumindo um papel importante”, diz Livia Donnenhauer Braun, que também é fiscal do SIM de Glorinha e RT. Thiago Benetti de Freitas destoava dos participantes. Físico, virou produtor de leite no município de Viamão em 2006, e depois de queijos, em 2013. Toda a sua formação se deu de forma gratuita, com os cursos da Emater e agora do IGL com o Senai. Ele e a esposa engenheira agrônoma vendem a produção em feiras e dizem não dar conta da demanda. O segredo, segundo ele, é diversificar.

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